Testemunhos

Mª Antonieta
Rendida à vila de Oeiras

Maria Antonieta Madureira é uma das contempladas do sorteio no âmbito do projeto Habitar Oeiras. Abriu-nos as portas de sua casa e falou-nos de como foi o processo, as expetativas e, agora, como é viver no centro de uma vila, vila onde nunca tinha pensado viver.
Vamos entrar na sua casa?

Maria Antonieta, sempre viveu com os pais na zona das Palmeiras e a centro da vila era uma zona de passagem ‘nunca me tinha passado pela cabeça viver no centro da vila e já estou cá há seis meses’.

Antonieta não tem a melhor das ideias relativamente a viver no centro embora soubesse, desde que se inscreveu que, a sair-lhe uma casa, poderia calhar-lhe Oeiras ‘não tinha a melhor das ideias aqui do centro.

Achava que era difícil estacionar o carro, que era mais confuso, muito barulho. E a verdade é que não tem nada a ver. Estaciona-se bem. Não há confusão alguma. Vive-se muito bem aqui’.

Se recuarmos até ao momento da inscrição, Antonieta tem vontade de rir ‘eu inscrevi-me só porque sim, longe que estava que iria ter sorte. No dia do sorteio tinha convidado uma amiga para tomar café e a amiga recusou dizendo que ia assistir ao sorteio das casas da autarquia’.

Antonieta resolveu acompanhar a amiga longe que estava que iria ser uma das contempladas ‘ depois as minhas nome aparece no ecrã mas como eu vejo mal ao longe começo a ler devagar e vi que era o meu nome.

Estava tão longe que isso pudesse acontecer’. A inscrição já tinha acontecido há algum tempo. Tempo suficiente para acreditar que nunca iria ser uma das contempladas.

A escolha da casa deu-se com uma certa facilidade ‘eu era a penúltima a escolher e por isso as hipóteses já eram mais reduzidas, o que ajuda sempre.

Queria ter sol, ou seja, queria que a casa, se possível, estivesse virada a sul e a partir daí foi fácil escolher’. Maria Antonieta é arquiteta de formação, talvez isso justifique o olhar mais clarificado para a casa, para a obra, para a orientação solar.

Instalada que ficou, Antonieta começou a fazer a vida na vila ‘ Agora acontece-me uma coisa que é inédita: chego a ter o carro parado três dias, porque tenho tudo aqui perto. Não sinto necessidade de pegar nele para nada. Tenho supermercado, tenho o talho, os cafés, levantar dinheiro’.

E o difícil? ‘Habituar-me ao sino’, risos.

Tiago
De Algés para o coração de Oeiras

Tiago quando pensou em sair de casa dos pais começou à procura de casa. Toda uma vida em Algés, estava longe de procurar casa em Oeiras ‘nesta zona o que conhecia era a marina, as praias e pouco mais. A vila em si não conhecia de todo’.

A procura de uma habitação própria levou-o a candidatar-se à Habitação Jovem, mas se as expetativas valessem, Tiago não tinha tido a sorte que teve ‘inscrevi-me sem a mínima expetativa. Aliás, fi-lo e continuei à procura de casa fora deste projeto’.

E tanto assim foi que na semana em que tinha marcado a assinatura de um contrato de arrendamento, soube que tinha sido um dos felizes contemplados ‘ no primeiro sorteio eu não fui contemplado e como tal, no segundo já estava sem esperança alguma. Continuei à procura e tinha encontrado uma casa em Algés que me agradava e ia fazer a assinatura do contrato na semana em que os serviços da câmara me contactaram’.

Não hesitou ‘ a diferença nem se prendia com o dinheiro porque a diferença era de apenas 30 euros, mas vir estrear uma casa é algo que não quis perder. Era uma oportunidade única’. Após saber que tinha sido um dos selecionados, Tiago tinha de proceder à escolha da casa ‘escolher a casa foi relativamente fácil. Gostava de ter uma casa com algum espaço exterior e para isso tinha duas hipóteses. Uma delas foi escolhida antes de mim e restava-me a outra que também queria’.

Tiago ainda não faz a vida na vila ‘confesso que vou ao supermercado e pouco mais. Saio cedo e chego tarde e acabo por ainda não viver a vila. Mas tenho curiosidade em viver esta zona que do pouco que conheço gosto muito. Acho que aqui há uma qualidade de vida que, por exemplo, não existia em Algés, onde era mais confusão. Gosto desta escala e realmente tenho tudo aqui’.